Links interessantes

  Escritores

  Paul Auster

  José Rodr. dos Santos

  José Luis Peixoto

  Michael Cunnhingham

Encontra-me Em Nova Iorque

Cria o teu cartão de visita

Publicidade

Música

2011-08-28 12:28

Áurea em entrevista exclusiva

Áurea em entrevista exclusiva
Áurea chegou para
ficar no panorama
musical português

Está na rádio, em quase todas as estações, está na televisão, em quase todos os canais. Está um pouco por todo o lado. E ainda bem. Falo de Áurea, a voz que em 2010 conquistou a atenção dos portugueses e que prossegue o caminho do encanto em 2011. Entrou em cena com o single Busy (For Me) mas quando a procurei para esta entrevista mostrou-se disponível, simpática... encantadora.

Aos 23 anos é já uma certeza. Uma certeza de talento natural, de uma voz poderosa e suave ao mesmo tempo. A Busy (For Me) junta-lhes outras, como No No No No ou uma versão especial de Be My Baby. E já vai perceber porquê. Mas primeiro era importante saber o que a própria pensa de todo o sucesso que alcançou em menos de um ano.

«O que é que me apetece dizer? Que ainda estou a começar, a dar os primeiros passos e já estou muito agradecida com tudo o que aconteceu. Porque é uma bênção, primeiro por já ter descoberto aquilo que amo fazer e depois pelo facto do meu trabalho ser aceite e reconhecido pelas outras pessoas. É uma grande honra e um grande privilégio» responde ao desafio do flashback da carreira.

Avança-se na conversa, sempre com a boa disposição a preencher a pequena sala. Um estilo que te caracterize, pergunto: «Não gosto de definir um estilo» atira, para se explicar: «Desde pequena que fui habituada a ouvir de tudo um pouco. Desde a música clássica ao fado, do Pop ao Rock… de tudo um bocadinho.» Mas tem influências, como todos: «Comecei a conhecer a Aretha Franklin, a Joss Stone, James Morrison… uns mais recentes, outros menos… Por exemplo os Muse. Por cá aprecio a Lúcia Moniz, Paulo Gonzo e por aí fora...»

E Amy Winehouse? «Não a referi antes como influência porque já a tenho como assumida. A Amy Winehouse é uma grande referência. É e vai continuar a ser. É um privilégio de todo o tamanho ser comparada a ela. Era uma pessoa com um talento enorme e ficámos todos a perder muito com a morte dela. Ainda tinha muita coisa para dar.»

A música favorita do álbum

Foi com Busy (For Me) que se deu a conhecer mas no álbum "Áurea" há outra música que merece um carinho especial. «Gosto muito da versão do Be My Baby, apesar de não ser a original. Como eu já expliquei em alguns concertos, foi um filme que eu vi e revi vezes sem conta quando era miúda e que ainda sou capaz de ver hoje vezes sem conta e por isso tenho um grande carinho pela música. E então disse logo: ‘temos de fazer uma versão do Be My Baby’. E depois foi todo o processo de gravação. A música foi gravada comigo e com o Ricardo, o guitarrista, tipo one take, e foi mesmo muito especial.»

A Áurea pessoal é a mesma dos palcos

Que diferenças haverá entre Áurea, a artista e a pessoa longe dos palcos e das multidões? Ela garante que não existem: «Sou a mesma, sou eu. Porque em cima do palco sou eu. Não consigo meter uma pinga de falsidade lá em cima porque as pessoas não merecem teatro, entre aspas» revela com um tom de sinceridade bem vincado. O mesmo que se lhe denota quando fala da experiência em palco.

«É muito bom e ainda não tenho bem a noção das coisas. Lembro-me de quando era mais nova de ver concertos e recordo-me de estar num concerto da Mariza e estar a olhar para ela e a perguntar-me como seria estar ali em cima. E agora que sei não quero sair de cima do palco. É uma coisa muito boa, sentimo-nos completos.»

Índia e o "Encontra-me em Nova Iorque"

Para o final da nossa conversa estavam guardadas as perguntas rápidas. Um país que Áurea gostava de visitar: «A Índia. Tenho muita curiosidade em conhecer a Índia.» E o filme favorito? «Dirty Dancing... e a Cidade dos Anjos.» Um livro e uma música: «O Perfume e a música... Destiny dos Zero 7.» 

E a partir de agora, Áurea é a mais recente detentora do livro "Encontra-me em Nova Iorque." A conversa levou à cidade, «que todos devem visitar. É qualquer coisa» diz Áurea. E tem razão.

Última hora

Vídeos

Inquérito

O que achaste do livro "Encontra-me em Nova Iorque"?